Joias de Nazaré 2016: "Lá vem a Santa!"


O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria
de Estado de Cultura (Secult) e da Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e o
Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), convidam para a
abertura da exposição


Dia 29 de setembro de 2016, às 18h.

Casa do Artesão do Espaço São José Liberto - 
Polo Joalheiro do Pará.
Praça Amazonas, s/n - Jurunas.

Visitação de 30 de setembro a 29 de outubro de 2016.
Entrada franca.


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Horário diferenciado do Espaço São José Liberto no mês de outubro: 
De segunda a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos, das 10h às 18h.
No sábado, 2 de outubro (eleições), o espaço não abrirá, e no sábado seguinte, 8,
em que é realizada a procissão da Trasladação, funcionará das 9h às 15h.
No domingo do Círio, dia 9 de outubro, funcionará das 14h às 18h.
O espaço não abrirá no dia 24 de outubro (segunda-feira), Recírio e Dia do Comerciário.
No domingo do dia 30 de outubro o espaço também não abrirá ao público.

Ascom Igama




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Horário de funcionamento do São José Liberto em outubro

Fachada do Espaço São José Liberto. Foto: Geraldo Ramos. 

No mês de outubro, que comemora a padroeira dos paraenses com a festa do Círio de Nazaré, o Espaço São José Liberto - Polo Joalheiro do Pará (Praça Amazonas, s/n, Jurunas) funcionará em horário especial: de segunda a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos, das 10h às 18h. No sábado, 2 de outubro (eleições), o espaço não abrirá, e no sábado seguinte, 8, em que é realizada a procissão da Trasladação, funcionará das 9h às 15h. No domingo do Círio, dia 9 de outubro, funcionará das 14h às 18h. O espaço não abrirá no dia 24 de outubro (segunda-feira), Recírio e Dia do Comerciário. Em breve, será divulgada a programação completa do Espaço São José Liberto, relativa ao mês de outubro.

Ascom Igama




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Joias inspiradas nos 400 anos de Belém são destaque no 4º Festival do Chocolate


Mais fotos em nossos álbuns:  joias  e  fotos do evento 

Maxicolar da coleção "Nostalgia", criada por Ivam Silva, com inspiração nas luminárias da Praça do Relógio do Mercado Ver-o-Peso.  Foto: João Ramid AIB  

A apresentação da coleção “Joias na Belém 400 anos: cultura, história e natureza”, marca a participação do Polo Joalheiro do Pará, que funciona no Espaço São José Liberto, no 4º Festival do Chocolate e Cacau da Amazônia e Flor Pará 2016, renovando a parceria firmada entre as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e os empreendedores do Programa Polo Joalheiro. A abertura do evento foi feita nesta quinta-feira (22), às 19h, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, com entrada franca. 

Com 39 peças, a coleção reflete a memória e história de Belém, sua cultura e natureza, mediados pela arquitetura, floresta e outros aspectos da cidade e seu patrimônio arquitetônico. As joias foram criadas e produzidas por 28 designers, ourives, lapidários e demais empreendedores criativos e empresas que participam do Programa Polo Joalheiro, sendo repleta de referências e inspirações afinadas pelo esforço desse coletivo criativo que promove as belezas da cidade de Belém. 

A ambientação e concepção da exposição foram feitas pela equipe técnica do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama): Thiago Albuquerque, coordenador tecnológico e organizacional do Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico e Organizacional do Igama (NDTO) do Igama; Luanna Alysse e Clarisse Fonseca, respectivamente, gerente do NDTO e consultora da Curadoria do Igama. 

Inspirada nos ladrilhos e nos azulejos portugueses que marcam a história arquitetônica de Belém, o centro da mostra destaca um painel com azulejos portugueses, construído a partir de estamparia criada pela empreendedora criativa Renata Gonçalves, da empresa Tucrias, que integra o APL de Moda e Design – Polo Metrópole/PA e o Programa Polo Joalheiro do Pará. 


 Stand de artesanato e mostra de joias do Polo Joalheiro no festival. Foto: Ascom Igama

A exposição dessa coleção, atendendo a um convite da Sedap, integra a programação em homenagem aos 400 anos de fundação de Belém, tema do 4º Festival. A organização do evento pretende proporcionar aos visitantes um panorama da história da capital paraense a partir de espaços que mostrarão alguns de seus principais pontos turísticos, como a loja Paris N’América, a Praça Batista Campos, o Mercado Ver-o-Peso, o Complexo Feliz Lusitânia e o Theatro da Paz.

Identidade 

Para a designer e consultora Regina Machado, “as joias são eficientes operadoras do sentido da identidade das pessoas, das coisas do mundo”. Sob esta direção antropológica e estética, a coleção retrata a diversidade cultural de Belém, com sua arquitetura de ferro, praças, pisos, coretos e postes de iluminação, flores e outras riquezas naturais.

A coleção traz a peculiaridade dos processos de ourivesaria artesanal e vários tipos de lapidação, como briolet, gota, navete e cabochão. As gemas usadas - quartzos hialinos, cornalina, ágata vermelha, jade, quartzos leitoso, branco, fumê e verde, esmeraldas, ametistas, crisoprásios, hematita, citrinos, rubi, green gold e perólas barrocas -, conferem elegância às joias. A coleção também destaca a inovação das gemas vegetais, criadas pelo pesquisador e mestre ourives Paulo Tavares, do Polo Joalheiro.
Mostra do Polo Joalheiro no festival do Chocolate. Foto: Ascom Igama

Durante o processo de criação da coleção “Joias na Belém 400 anos”, foram desenvolvidas diversas direções criativas nas etapas de preparação, geração e seleção de ideias e revisão, de maneira que os conteúdos culturais, da natureza e história da cidade, levantados durante a pesquisa, fossem gerados por meio do design - considerado, neste processo de produção de joias, uma ferramenta que agrega inovação, identidade cultural, valores estéticos e diversidade cultural.

Em um evento em que as flores também brilham, o charme tropical da helicônia, exemplar da flora regional, inspirou a concepção dos brincos e pingentes em prata com incrustação paraense denominados “Helicônia Tropical” e “Bastão do Imperador”. O projeto é da designer Lídia Abrahim e as joias são da empresa HS Criações, de Helena Bezerra. A helicônia também inspirou Lídia a criar e produzir brincos e maxicolares, que destacam a composição com marchetaria - técnica de ornamentação de superfícies planas, através da aplicação de materiais diversos, como madeira, metais e madrepérola. 
Brincos "Helicônia", criados pela designer Lídia Abrahim destacam a técnica de marchetaria. Foto: Mário Camarão 
As joias e a cidade 

Gradis, ladrilhos, luminárias do período da Belle Èpoque, os Mercados de Carne e de Peixe, no Ver-o-Peso, também são retratados em peças da coleção, como no colar “Mercado Verde”, em ouro e gema mineral crisoprásio, criado e produzido por Rosa Castro, com ourivesaria de Amazon Art Joias, a partir do olhar da designer para a vidraçaria do Mercado de Carne.

Colar "Mercado Verde", de Rosa Castro. Foto: Rodolfo Oliveira - Agência Pará

O conjunto "Nostalgia", de brincos, colar e pingente em prata com quartzo hialino, foi criado pelo designer Ivam Pereira Silva, com ourivesaria de Francisco de Assis, inspirado nas luminárias da Praça do Relógio, no complexo do Ver-o-Peso, fabricadas em 1893 e instaladas nos quatros cantos da praça.
Brincos "Nostalgia". Foto: João Ramid AIB

Em prata com gema vegetal de pimenta, a designer Marcilene Rodrigues criou a coleção “Ver-o-Peso”, produzida por sua empresa. Os brincos, colar e bracelete têm como inspiração o cotidiano do famoso mercado, representado pela gema de pimenta. Os traços da prata envelhecida remetem a galhos e ao urubu, ave que se incorporou ao cenário do local.

Coleção "Ver-o-Peso", de Marcilene Rodrigues. Fotos: João Ramid AIB. 

A coleção também inclui o colar, pingente e anel “Iluminar”, em ouro com seis ametistas, craição e produção da designer Bianca Kuroki, com ourivesaria da empresa Ourogema e lapidação de Leila Salame. De acordo com a designer, o conjunto foi inspirado em elementos decorativos, lustres e arabescos de metal das paredes do Teatro da Paz, com toda a sua exuberância, mas com uma leitura delicada e contemporânea.

Os visitantes da mostra também poderão ver o anel “Cisne Encantado”, em prata com quartzo fumê em formato navete. Criada e produzida pela designer Ivete Negrão, com ourivesaria de Ednaldo Pereira, a joia foi inspirada na fauna amazônica e o misticismo que a rodeia.
Anel "Cisne Encantado". Foto: João Ramid AIB
Anel "Iluminar". Foto: João Ramid AIB

Também integram a mostra os brincos da coleção “Emoções Amazônicas”, de Celeste Heitmann, em ouro com esmeraldas, ourivesaria de Joelson Leão e lapidação de Leila Salame. Na mesma coleção a designer também criou e produziu maxicolar em prata com lápis lázuli e porcelana antiga, com ourivesaria de Joelson. As joias foram inspiradas na herança cultural de Belém, destacando a forte influência portuguesa por meio de azulejos e outros detalhes, e o Palacete Pinho.

Colar criado pela designer Celeste Heitmann. Foto: João Ramid AIB
Brincos "Santa Helena Magno", de José Leuan. Foto: João Ramid AIB

Além de designers, criadores, produtores, lapidários, empresas e ourives do Programa Polo Joalheiro do Pará, participa da coleção o estudante de designer José Leuan, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), parceira do Polo Joalheiro do Pará. Leuan criou os brincos “Preciosidades do Pavilhão” e “Santa Helena Magno”, além do pingente “Ladrilhos da Música”.



Imersão criativa 

Rosa Helena Neves, diretora executiva do Igama, que gerencia o Espaço São José Liberto, informa que a coleção começou a ser concebida em 2015, durante o workshop de geração de produtos da coleção de joias “Belém 400 Anos”, que teve à frente a designer e professora do curso de Design da Uepa, Rosângela Gouvêa, além da visita coordenada pelo historiador e fotógrafo paraense Michel Pinho, por alguns bairros de Belém.

“A partir de uma imersão histórica foram criadas joias alinhando história, memória, cultura e natureza. Belém, como grande parte das cidades brasileiras, é multifacetada em sua arquitetura e forma de organização urbana. Quando soubemos do tema central do 4º Festival do Chocolate e Flor Pará 2016, como forma de mais uma vez brindar a cidade com o trabalho desse coletivo, reeditamos a coleção, selecionando algumas peças e incluindo novas criações, para o festival”, conta Rosa Neves.

De acordo com Thiago Albuquerque, coordenador Tecnológico e Comercial do Igama, a venda de joias vem registrando bons números nos últimos anos, mesmo com a redução registrada em 2016 devido ao panorama político e econômico do país. “Em relação ao Festival do Chocolate, também temos tido um bom crescimento. Essa parceria da flor, do chocolate e das joias tem sido muito boa. No último ano, tivemos um crescimento de 127% nas vendas comerciais (de joias e artesanato) no período do festival. A gente consegue ver a maturidade do evento, vinculando os setores envolvidos, e isso fortalece a economia criativa, que é a produção básica no São José Liberto”, ressalta o coordenador.
Zinda Nunes, Hildegardo Nunes, titular da SEDAP, e Rosa Neves, diretora do Igama/Polo, na abertura do festival. Foto: Ascom Igama

Expectativas

Ao lembrar que as mulheres são o público-alvo do Polo Joalheiro, por serem as maiores consumidoras de joias, Thiago Albuquerque destaca que as expectativas para o festival, este ano, são as melhores possíveis. “É o presente que toda mulher sonha: uma joia, um chocolate e uma flor. Acredito que o evento tem tudo para dar certo. As pessoas têm que frequentar a feira para ver as novidades nos três setores, especialmente da joalheria do Estado, produzida quase que 100% de forma artesanal, fortalecendo toda a cadeia produtiva dessa economia”, afirma.

Participam da coleção os seguintes profissionais designers, criadores, produtores, lapidários, empresas e ourives do Polo Joalheiro do Pará: Bianca Kuroki, Brenda Lopes, Celeste Heitmann, Ivam Silva, Ivete Negrão, Joseli Limão, José Leuan, Mônica Matos, Rosáurea Simões, Rosa Castro, Felipe Braun, Lídia Abrahim, Layse Lobatto, Marcilene Gomes, Ourogema, Francisco Assis, HS Criações e Design, Sila Basila, Jod Joias, Da Natureza, Contemporâneo Design, Yemara Atelier, Bellart Joias, Amazon Art Joias, Realiza Joias, Leila Salame, Paulo Tavares, Emerson Bezerra, Joelson Leão, Sérgio Marques e Ednaldo Pereira, Camilla Amarall e Cristiano Tavares.

A Sedap promove o evento, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Federação do Comércio do Pará (Fecomércio), Igama, Serviço Nacional do Comércio (Senac), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB-PA) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

Serviço

A programação completa do 4º Festival do Chocolate e Cacau da Amazônia e Flor Pará 2016 e os horários de funcionamento de cada espaço estão disponíveis nos sites www.festivaldochocolate.com e www.florpara.com.br. Mais informações com a Ascom do Igama: (91) 3344-3509 – (91) 98300-3961 – (91) 99301-3961 (Luciane Fiuza e Emilly Furtado).

Por Luciane Fiuza



Ascom Igama




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Flores amazônicas inspiram designers do Polo Joalheiro na criação de peças exclusivas


                                    Designers do Polo Joalheiro do Pará criaram joias comemorativas aos 400 anos de Belém. 
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará. 

Quando se fala em produtos típicos do Pará, pensamos nas frutas, artesanato e comidas, mas o Estado tem outras marcas que também levam a identidade paraense a qualquer lugar. As joias do Pará atraem atualmente os olhares do mundo, seja pela qualidade dos metais e gemas ou pela apurada técnica de fabricação e design que dão a cada peça uma identidade única. Um negócio que vem gerando divisas e colocando os artesãos e designers paraenses em lugar de destaque no cenário internacional.

Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) apontam que o mercado de joias é responsável por movimentar, atualmente, US$ 160 bilhões por ano no mundo, US$ 30 bilhões só no Brasil, o que faz do País o 15º na produção mundial. No cenário nacional, o Pará é responsável por 40% do mercado brasileiro de joias e gemas. 

Desde a criação do Polo Joalheiro do Pará, em 1998, toda a cadeia ligada à produção de joias, sobretudo a relacionada à capacitação de ourives e designers, tem sido valorizada e recebido investimentos do governo do Estado.

A empresária Helena Bezerra, que tem uma loja no Espaço São José Liberto, participa das atividades de capacitação do Polo Joalheiro. Com mais de dez certificações, ela foi a primeira mulher ourives capacitada pelo polo. Depois de se aprofundar na área, tornou-se designer formada, cujas peças, únicas, são valorizadas não apenas pelo material usado, mas pelo conceito aplicado, que expõe a identidade amazônica em cada detalhe. Um exemplo é a linha de joias criadas a partir das formas e cores das flores tropicais amazônicas.

Designer Helena Bezerra, do Polo Joalheiro do Pará.
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará
“Em 2008 comecei a pesquisar as flores e em 2010 lancei esta coleção no mercado com a designer Lídia Abrahim. Durante a pesquisa, eu me apaixonei pelas flores helicônias, pelas cores e variedades. Inspirada no gesto de presentear alguém com flores, imaginei um presente que não morresse com o tempo. Decidi, então, eternizar esta beleza na forma de joias. Foi esta coleção que criou o diferencial da minha empresa dentro das várias que existem no polo. Além do desenho baseado nas flores, temos um trabalho único com a técnica de coloração feita com a esmaltação ou incrustação paraense”, diz Helena, que hoje finaliza a pós-graduação.

A maior paixão da designer é pintar as peças com a técnica desenvolvida durante as oficinas do Polo Joalheiro, usando um tipo de esmaltação conhecido entre designers, ourives e artesãos, em que a incrustação paraense usa cores de extratos naturais, o que possibilita um efeito mais vivo e duradouro nas peças.

“A pintura é uma das minhas paixões. Posso estar com o maior problema do mundo, mas se eu sentar e começar a pintar a minha coleção, sinto que os problemas acabam. Hoje as nossas peças têm grande reconhecimento do público, não só do Pará, mas de outros Estados e fora do país também”, afirma a empresária.

A ideia de unir joias e flores se consolida no evento que reunirá a chamada trilogia da sedução durante o IV Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, Flor Pará e Festival de Joias, entre os próximos dias 22 e 25, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. É a quarta vez os três eventos ocorrem simultaneamente. A ideia é fazer uma integração e mostrar ao público o potencial e o que há de melhor na produção das três áreas.

     Joias em ouro e prata, com gemas minerais, gema de Chocolate, azulejos portugueses, fibras e outras matérias-primas, serão mostradas, em alusão aos 400 anos da capital paraense, serão mostradas no festival. 
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará. 

Profissionalização 

Este ano, o festival de joias apresenta como tema os 400 anos de Belém, com peças conceituais exclusivas criadas para o evento. Entre as inspirações para as coleções estão a porcelana dos azulejos portugueses, os detalhes dos lustres da Belle Époque e o antigo mercado de carne. Diversos designers foram chamados para assinar as peças, e para isso passaram por oficinas de contextualização, no Polo Joalheiro.

Rosa Helena Neves, diretora do Igama/ESJL.
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará
“Além das capacitações constantes que criaram um mercado novo tanto para os profissionais das joias quanto para os consumidores, temos também a importância do festival. Neste evento agregamos turismo, cultura e produção de outros setores, que fazem parte do desenvolvimento econômico do Estado. Essa integração é muito importante. Hoje o mercado sobrevive disso. Quando pensamos em joias, não podemos imaginar um universo isolado. Pensamos em tecnologia, criatividade e cultura. O evento incrementa uma linha de desenvolvimento econômico contemporâneo”, define a diretora executiva do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e do Espaço São José Liberto, Rosa Helena Neves.

Entre o período de 2008 e 2014, o Espaço São José Liberto foi responsável pelo aumento, na região metropolitana, de 75% no número de profissionais e designers de joias e de 238% no total de micro e pequenas empresas formalizadas, além de ter contruído em 98% para o aumento do montante de empreendedores criativos no setor de artesanato de joias.

“A demanda cresce a cada ano. As pessoas vêm nos recebendo muito bem, e conseguimos vender todas as peças, e não apenas no festival, pois as nossas peças fazem parte de um catálogo criado pelo polo e conseguem visibilidade internacional. Somos gratos por todo apoio que o Governo do Estado tem dado no polo em cada oficina e workshop, como o mais recente, sobre as joias de Nazaré. Sempre precisamos aprender algo novo e nos atualizar. Vemos o resultado disso quando algum consultor de fora conhece o nosso trabalho e fica impressionado com nosso nível de capacitação e organização”, diz a designer Helena Bezerra.

Produção mineral

No outro lado da cadeia de produção de joias está a produção mineral. O Pará produz anualmente 20 toneladas de ouro – entre mercados formal e informal –, o que representa 70% do ouro produzido no Brasil. O minério vem principalmente das regiões de Carajás, Itaituba e do nordeste paraense. Além disso, o Estado também é um dos grandes produtores de gemas, principalmente quartzo, turmalina, quartzo rosa e ametista, entre outras 15 grandes gemas, usadas com frequência na fabricação dos mais diversos tipos de joias.

Para a Sedeme - responsável pelo Polo Joalheiro do Estado -, uma das iniciativas que devem fortalecer a produção de joias no Pará é a instalação de refinarias de ouro, responsáveis pela limpeza do mineral e aumento do grau de pureza, algo que agrega ainda mais valor no mercado.

Secretário adjunto da Sedeme, Eduardo Leão.
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará
“Já temos um protocolo de intenções com uma mineradora para instalar uma refinadora de ouro em Belém. Hoje existem apenas cinco refinadoras no Brasil: duas em Minas Gerais e três em São Paulo. O ouro produzido em qualquer lugar do País vai para um desses locais e acaba agregando valor para o lugar onde ele é refinado, e não onde é extraído. Queremos mudar essa situação, pois a refinaria é o segundo passo da extração, responsável por produzir este ouro com 99,9% de pureza, que geralmente é comercializado diretamente para joalherias e bancos”, explica o secretário adjunto da Sedeme, Eduardo Leão.

Além da importância da refinaria para a produção de ouro no Pará, o secretário também destaca a importância da capacitação dos ourives no Estado. A arte que antes era passada de pai para filho se tornou uma profissão atualizada, constantemente, a partir da criação do Polo Joalheiro. No interior há diversas iniciativas, principalmente próximas às grandes áreas produtoras de gemas, para que os artesãos locais possam melhorar a técnica e começar a formalizar o trabalho por meio de micro e pequenas empresas, para a comercialização destas peças.

“O Polo Joalheiro surgiu com uma grande escola técnica dentro da área de lapidação, design, incrustação de gemas e joias no Pará. Temos a intenção de ampliar esta ideia para a criação de dois polos joalheiros, um em Parauapebas, para atender a região de Carajás, onde já existe um protocolo de intenções assinado com a prefeitura, e um em Itaituba, grande polo de produção de ouro e gemas no Estado. Todos são projetos previstos no plano plurianual, que já estão em andamento. Já temos os equipamentos e agora estamos na fase de escolha dos locais para a construção dos centros”, detalha Eduardo Leão.
Ourives do Polo Joalheiro em ação.
Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará
Gemas revelam a riqueza mineral do Estado e são comercializadas no São José Liberto. Foto: Rodolfo Oliveira - Ag. Pará
Serviço

O IV Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, Flor Pará e Festival de Joias ocorrem de 22 a 25 deste mês, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia (Avenida Doutor Freitas, s/n, Marco).

Por Diego Andrade

Fonte: Agência Pará de Notícias

Ascom Igama




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Prêmio de jornalismo em turismo homenageia pioneirismo de Joaquim Marques dos Reis

Vista aérea da Baía do Guajará, orla de Belém do Pará. Foto: Jean Barbosa - Paratur

A programação da Semana Mundial do Turismo, comemorada de 26 a 30 de setembro, inclui em Belém a entrega dos prêmios aos vencedores do III Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marques dos Reis”, realizado pelas secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Estado de Comunicação (Secom) e Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Pará (Abrajet Pará). A solenidade será no próximo dia 28 (quarta-feira), às 18 horas, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas. Além de valorizar o trabalho dos profissionais que divulgam o turismo do Pará, o Prêmio é uma homenagem ao pioneirismo do empresário Joaquim Marques dos Reis, um dos incentivadores do desenvolvimento do turismo no Estado.

A premiação aos vencedores totaliza R$ 135 mil, distribuídos entre as melhores matérias e imagens jornalísticas que divulgaram o Pará, em 2015 e 2016, veiculadas em jornais e revistas, internet, rádio, televisão, mídias sociais e outros meios de comunicação.

João Marques com Isa Arnour, presidente da Abrajet.
Foto: Abrajet Divulgação
A escolha do homenageado pela organização do Prêmio foi o reconhecimento ao trabalho do comendador Marques dos Reis pela difusão do turismo no Pará. A iniciativa “deixou toda a sua família sentindo-se muito honrada ”, afirma o empresário João Marques dos Reis, filho do comendador, em entrevista concedida à Abrajet Pará.

“Quando o amigo Adenauer Góes (atual secretário de Estado de Turismo), então presidente da Paratur (extinta Companhia Paraense de Turismo), me ligou para dar a informação que meu pai seria homenageado com este prêmio de jornalismo, eu fiquei extremamente emocionado e, ao transmitir esta notícia a minha mãe, a minha irmã e aos meus filhos, todos nós ficamos bastante emocionados por esse reconhecimento a este trabalho pioneiro que meu pai fez no sentido de levar paraenses para a Europa e para os Estados Unidos, e também trazer os europeus e americanos para conhecerem Belém e alguma coisa do Pará, que era possível mostrar”, declara João Marques dos Reis. Segundo ele, devido a problemas de infraestrutura na época, a visitação ao Marajó e outras localidades era mais restrita. “Então, ficamos muito felizes e honrados com este reconhecimento ao trabalho de importação de turistas para virem ao Pará”, completa.

Pioneirismo 

A contribuição do comendador Joaquim Marques dos Reis ao desenvolvimento do turismo começou com a criação, em agosto de 1962, em Belém, da primeira agência de viagens do Estado, a Lusotur, responsável pela promoção do intercâmbio entre turistas do Pará, Europa e Estados Unidos. Dois anos antes, em 1960, a “Viagem da Primavera” levou de navio o primeiro grupo de turistas do Brasil para Portugal, o que rendeu a Joaquim Marques dos Reis a condecoração, pelo governo português, com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique.

Além de divulgar o Pará na Europa, nos anos 1960 o comendador, aos 20 anos de idade, foi convidado por Paulo Maranhão, dono do jornal Folha do Norte, a escrever a coluna “Terras de Portugal”, atividade exercida até 1998, quando seu filho João Marques dos Reis assumiu a função, permanecendo até 2003.
Comendador Joaquim Marques dos Reis. Foto: Divulgação
Intercâmbio 

“O meu pai foi um homem visionário, que iniciou o intercâmbio entre Belém do Pará, Lisboa e Porto, em Portugal. Ele foi responsável por fretar aviões, inicialmente, a Panair do Brasil-Constellation, e levar grupos daqui de Belém para Portugal. Naquela época, a sociedade daqui tinha pouco conhecimento em relação a Portugal. Então, ele começou a levar essas pessoas para Portugal. Em agosto de 1962 ele criou a primeira agência de viagens aqui em Belém, a Lusotur. Daí começou a interessar pessoas de Portugal, França, Espanha e Itália a conhecer o Pará. Começaram a vir em grupos pequenos, e depois este intercâmbio foi crescendo”, conta João Marques dos Reis.

Com a criação da agência de viagens, o comendador tornou-se um empresário do setor turístico. Em 1973 ele inaugurou o Equatorial Palace Hotel, na Avenida Braz de Aguiar. Pioneiro no colunismo especializado em turismo, Joaquim Marques dos Reis também escreveu para os jornais O Liberal e Diário do Pará, sempre destacando atrativos das terras lusitanas. Da mesma forma, em entrevistas concedidas a jornais e rádios portugueses, Marques dos Reis enaltecia pontos turísticos e belezas naturais de municípios paraenses. Uma trajetória interrompida no dia 28 de novembro de 2001, quando ele faleceu.

Praia do Pesqueiro, Soure - Pará-Brasil.
Foto: Geraldo Ramos-2013 - Banco de imagens da Setur

João Marques dos Reis também destaca, na entrevista, a atuação da Abrajet no Pará na valorização dos profissionais de turismo. “Acho que nós não poderíamos sobreviver sem o trabalho da Abrajet, sem este trabalho nobre que a Associação faz de estar divulgando as coisas do Pará, como, por exemplo, a grande visão de Adenauer Góes em promover este concurso, prêmio que, com muita honra, leva o nome do comendador Marques do Reis. Um trabalho que leva os profissionais a escreverem sobre o Pará. Nada poderia ser ou ter a dimensão que adquiriu sem a divulgação da Abrajet”, frisa o empresário.

Premiação 

Nesta edição, o Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marques dos Reis” recebeu 672 trabalhos inscritos, de 234 participantes oriundos de 13 estados brasileiros. Serão premiados os profissionais classificados nos três primeiros lugares de cada categoria, além das 10 imagens selecionadas na categoria #MeuBemPará, lançada este ano e já sendo a mais procurada, com 522 inscrições, por ser aberta a pessoas de qualquer área de conhecimento.

As inscrições em Telejornalismo somaram 40 trabalhos; em Fotojornalismo, 37; em Jornalismo Impresso, 34; em Jornalismo On Line, 31, e oito em Radiojornalismo. O total de concorrentes ultrapassou os inscritos nas duas primeiras edições.


A premiação tem o patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e apoio do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), Abrajet Nacional, Estação das Docas/OS Pará 2000, Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama)/Polo Joalheiro do Pará, Associação Brasileira de Agentes de Viagem (ABAV-PA), Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), HS Criações & Design, Hotel Grand Mercury Belém do Pará e Atrium Hotel Quinta de Pedras. (Com a colaboração e Isa Arnour e Luciane Fiuza de Mello).

Por Benigna Soares

Mais informações no site do Prêmio Comendador Marques dos Reis


Ascom Igama




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TV Unama entrevista Lilian Pacce no São José Liberto


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Confira (acima) a entrevista que Lilian Pacce, jornalista de moda, apresentadora e editora do GNT Fashion, concedeu para universitários da TV Unama, por ocasião de sua visita a Belém, no dia 3 de agosto. Ela gravou um programa especial sobre moda, estilo, gastronomia, design, arquitetura, música e cultura da Amazônia paraense no Espaço São José Liberto – Polo Joalheiro do Pará, uma das locações do programa, previsto para ir ao ar em dezembro de 2016, pelo GNT. 

A matéria “Moda ganha destaque no cenário cultural da Amazônia”, com reportagem de Gabriella Barros, imagens de Felipe Negídio e coordenação do jornalista e professor Mário Camarão, foi ao ar no início de setembro, pela TV RBA - Rede Brasil Amazônia de Televisão (canal 13), afiliada da Rede Bandeirantes. O vídeo também foi publicado no portal de notícias do Grupo Ser Educacional, o "Leiajá pa" - http://www.leiaja.com/pa/ - dentro do Portal IG (Último Segundo), onde pode ser visto no link http://migre.me/uWhJj

Imagem: Reprodução

Leia também: GNT Fashion vai mostrar a criatividade das joias de Barbara Müller, designer do Polo Joalheiro do Pará

Ascom Igama




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Setur premia os 12 selecionados em concurso de fotografias sobre férias de julho



Os autores das 12 fotografias selecionadas pelo projeto “Compartilhe suas Férias”, que incentiva a comunidade a enviar e ceder fotos para utilização nas mídias sociais do VisitPará, e assim concorrer a premiações ofertadas pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e instituições parceiras, já receberam os prêmios.

O concurso, realizado a partir de uma ideia do servidor Gustavo Gurgel, da Gerência de Promoção e Captação de Eventos da Setur, pretende divulgar as regiões turísticas mais visitadas do Pará, com destaque aos segmentos que encantam moradores e visitantes.

Os vencedores receberam nesta semana brindes e publicações sobre turismo, entregues pelo secretário em exercício da Setur, Joy Colares. A premiação foi realizada no gabinete da Secretaria, em Belém. Além do prêmio principal oferecido pela coordenação do concurso, os selecionados ganharam agendas oferecidas pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) e cordões com pingentes em prata em forma de muiraquitã, ofertados pelo Espaço São José Liberto - Polo Joalheiro do Pará.

“Essa iniciativa merece todo o apoio, porque cumpre o papel de divulgar nossas belezas, destaca o papel do programa Destino Pará, e envolve a comunidade nessa divulgação dos segmentos do turismo”, ressaltou Joy Colares.

Vencedores 

As 12 fotografias foram postadas, ao final das férias de julho, no Facebook @VisitPará. As três fotografias que receberam mais curtidas são de autoria de Joena Santos, primeira colocada com a imagem “Ruínas de Joanes”, em Salvaterra, no Arquipélago do Marajó. O prêmio do primeiro lugar foi um passeio fluvial pelos “furos e igarapés” às proximidades de Belém, uma oferta da agência Amazon Star.

O segundo lugar ficou com Denilson D'Almeida, autor da fotografia “Portal da Amazônia”, que recebeu um almoço no restaurante “Lá em Casa”, na Estação das Docas. O terceiro lugar ficou com Belém Sampaio, que fotografou o “Parque da Residência”, e ganhou o passeio fluvial “Orla ao Entardecer”, oferecido pela Valeverde Turismo.

As inscrições ao concurso foram abertas no início de julho de 2016. Mais de 40 fotografias foram enviadas, destacando as praias de água doce, a Ilha de Mosqueiro, a praia do Pesqueiro, em Salvaterra, no Marajó, e Salinópolis, no nordeste do Pará.

Por Douglas Dinelly

Fonte: Agência Pará de Notícias

Ascom Igama




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Em O Liberal: "As tendências da joalheria"


Na página 2 do Caderno Magazine de O Liberal desta terça-feira, 6.

                                                       Imagem: Reprodução
Ascom Igama




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Workshop de inspiração apresenta as direções criativas do setor de joias e bijuterias para 2017


  Veja mais fotos em nosso álbum

                                     O grupo foi dividido em equipes durante o encontro. Foto: Ascom Igama 

Sob a lógica da complementariedade de competências e do trabalho em rede foi promovido, na última quinta-feira (1º), no auditório administrativo do Espaço São José Liberto (ESJL), o Workshop de Inspiração com oficina técnica, em uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), em parceria com o Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local do Pará (NEAPL/PA), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de São Paulo (SP), Senai Pará e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Joias, gemas e bijuterias que comunicam questões atuais; movimentos urbanos e rurais; produtos que valorizam o reaproveitamento, o trabalho artesanal e de comunidades; peças conceituais, colares mais alongados e grandes braceletes; espaços revitalizados; utilização maior da prata, com preferência pelo metal envelhecido; de matéria-prima sustentável e acabamento rústico, mas com conceito contemporâneo. Essas e outras macrotendências e estudos sobre o comportamento foram temas abordados pela consultora paulista Márcia Croce, do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos. 

No encontro criativo foi apresentado o Caderno Senai Mix Design (SP), produto eleito pelo IBGM para orientar o setor de joias e bijuterias sobre as inspirações e macrotendências de comportamentos e consumo, como forma de colaborar com o desenvolvimento das novas coleções alinhadas e integradas com informações globais de consumo. 

Pela primeira vez em Belém, a consultora convidada disse que ficou encantada pela capital paraense. “Que cidade maravilhosa! Visitei o São José Liberto e fiquei emocionada com a beleza que vocês têm aqui”, destacou, durante a abertura do evento, voltado para participantes do Polo Joalheiro do Pará e do APL de Moda e Design da Indústria da Confecção – Polo Metrópole Pará, informando que o Estado foi o primeiro a receber as tendências Outono-Inverno 2017, conteúdo do Caderno Senai Mix Design (SP). 

Rosa Helena Neves, diretora executiva do Igama e do ESJL/Polo Joalheiro, agradeceu as parcerias firmadas e enfatizou a importância desta iniciativa para a integração dos ciclos de criação, produção e mercado do setor, destacando que o lançamento do Caderno e a realização do workshop inspiracional com oficina técnica no Estado do Pará são resultados dos esforços de um trabalho colaborativo de instituições públicas e privadas parceiras do Programa Polo Joalheiro do Pará.

A diretora também falou que as direções e movimentos criativos expressam parte da história da humanidade e que sinalizam as possibilidades do futuro na geração de produtos criativos, a partir da valorização do passado e do presente, e são indutores de transformações no processo criativo. “Criar e produzir joias e bijuterias exige o acesso a pesquisas, domínios criativos, técnicos e tecnologia. Nesse processo de criação e produção cada designer e empresário faz as suas escolhas em atenção à marca do seu produto”. 

Rosa Helena Neves, diretora do Igama/ESJL, durante a abertura do evento. Foto: Ascom Igama 

Rosa Neves também anunciou a continuidade deste workshop em Belém, por meio da integração com outras atividades, dentre elas a realização de um curso, o qual será ministrado por Erivaldo Júnior, um dos designers pioneiros do Programa Polo Joalheiro e consultor do Sebrae Pará. O objetivo é gerar o lançamento, em dezembro deste ano, da coleção de joias e acessórios de moda 2016/2017 do Polo Joalheiro do Pará, que resulte da oficina técnica realizada sob orientações de Márcia Croce, bem como do Caderno Sebrae Mix Design (SP).

Economia criativa 

Para Sérgio Menezes, diretor de Indústria, Comércio e Serviços da Sedeme e secretário executivo do NEAPL/PA, a importância da realização do encontro para o governo do Estado está no aumento da produtividade, da qualidade e da rentabilidade deste setor da economia criativa dentro do Espaço São José Liberto. “O motivo do governo apoiar um evento como esse é, justamente, no sentido de gerar renda, desenvolvimento e emprego nesse setor da economia criativa aqui no Estado do Pará”, afirmou. 

Lilian Costa, coordenadora da área da Moda do Senai Pará, ressaltou a relevância da parceria firmada. “Para nós, enquanto apoiadores, (o Caderno Mix Design Senai – SP) é uma ferramenta muito importante para os nossos empresários, para os nossos criadores, porque é um elemento a mais que eles têm de pesquisa para desenvolver suas coleções. É um prazer enorme receber o Senai São Paulo, que também é outra referência na área da moda, e trazer esse segmento, essa informação do Senai Mix Design na área da joalheira para as nossas empresas, como mais uma ferramenta de competitividade para elas estarem inseridas neste mercado, aprimorando seus produtos com as tendências pesquisadas”.

                             Márcia Croce, Rosa Neves, Sérgio Menezes e Lilian Costa. Foto: Ascom Igama 

Empreendedora criativa Kelly Badarane. 
Foto: Ascom Igama 
Para Kelly Badarane, empreendedora criativa que possui empresa formalizada e integra o APL de Moda e Design da Indústria da Confecção – Polo Metrópole Pará, o aprendizado foi gratificante. “O curso está trazendo para mim, que sou proprietária da Kdesign e trabalho com acessórios de moda, a possibilidade, além de abrir a mente, de abranger outros tipos de segmentos e outras técnicas. O foco dessa oficina já é para a gente começar a trabalhar para desenvolver uma coleção bem legal!”.

“Tendência é uma somatória de emoções e percepções”

Durante a manhã, Márcia Croce fez uma palestra sobre o Caderno aos participantes do encontro, que, na parte da tarde, dividiram-se em grupos para as tarefas da oficina técnica. No início das atividades, a consultora fez reflexões sobre vários temas e disse que tendência é como olhar para o futuro com os olhos no passado e vice-versa. “O nosso objetivo é falar um pouco sobre tendência, algo intangível. É muito difícil afirmar que ‘a tendência é isso ou aquilo’ porque é uma somatória de emoções e percepções que estão em todos os lugares, ao mesmo tempo: na China, na Austrália, pelo mundo. Os sentimentos são produzidos por um local, mas eles existem em todos os lugares. Vamos tendo as informações e esse é o grande desafio: trazer a tendência, que é tão intangível, para uma coisa palpável, que vocês vão usar”, explicou.

Consultora Márcia Croce (SP). Foto: Ascom Igama 
Márcia destacou ainda que “tendências nascem das inspirações e dos comportamentos. É uma reflexão diária: para quem eu quero produzir? Quem é o meu público?”. Para isso, é fundamental, segundo ela, observar o processo comunicacional da atualidade, que está no centro do olhar mundial. A informação chega, hoje, ao consumidor em quantidade e por variados meios, e através das mídias sociais, instantaneamente. O termo em latim Comunicare, que significa compartilhar, expressar, participar algo, tornar comum, reflete essa pauta amplamente discutida. 

De acordo com a consultora, também é importante ser forte localmente, já que o público a quem o produto se direciona compra a ideia, o conceito que está por trás daquela joia ou bijuteria. “Estamos em terreno muito fértil!”, destacou, exibindo, por meio de slides e vídeos, características desse público consumidor e suas especificidades. 

Causas como a proteção aos animais e contra a discriminação de cor e gênero foram alguns dos exemplos dados, assim como a valorização de espaços revitalizados nas grandes cidades, uma forte tendência. A questão ecológica e de pessoas que optam por moradias sustentáveis, compactas e móveis, também foi mostrada. Praticidade que se vê no avanço tecnológico, outra marca da atualidade, em que robôs são criados cada vez mais inteligentes. 

Lixo, inovação e luxo

Colar Control Natural, criação da designer Júlia Mendes.
Foto: Consórcio do Pará - Divulgação
Como exemplo de tecnologia e reaproveitamento, Márcia Croce destacou o Colar "Control Natural" (Natural Conectado), o qual ela pode ver exposto no Polo Joalheiro do Pará. A peça é uma criação da designer Júlia Mendes, sócia proprietária da Amorimendes e integrante do Polo Joalheiro do Pará, e retrata a cultura e a identidade amazônica paraense. Foi produzida em prata com placas recicladas de alumínio de computador e celular, com incrustação paraense – inovação do Programa que confere às joias colorido especial, por meio de um processo sustentável. 

Na opinião de Júlia Mendes, o consumismo tecnológico, hoje, gera um grande acúmulo de entulho. “Lançam um celular, trocam, lançam outro, trocam novamente. Fazer o quê com esse lixo? Por que não transformar um objeto que foi muito querido para mim em uma joia? Ainda estou desenvolvendo esta pesquisa, já criei algumas coleções e estou com novos projetos para lançar novas coleções”, explicou, acrescentando que, além do alumínio reutilizado, costuma trabalhar com chifre de búfalo, madeira e outros insumos regionais. 

Para Júlia Mendes, a experiência criativa foi interessante em vários sentidos. “Fez a gente entender que, realmente, está no caminho certo. Em um período de muito consumo, de muito descarte, a gente tem que procurar uma forma do nosso lixo também virar uma joia. E ser mais responsável pelo nosso próprio descarte”, completou a designer, que lança mão de chapas de panelas e outros materiais considerados lixo eletrônico. Peças usadas, mas que carregam uma história afetiva e agregam valor único ao se integrar ao metal nobre e matérias-primas regionais para formar uma joia.

A utilização de materiais deste tipo, na joalheria, resulta de pesquisas e processos especiais de inovação, que Júlia tem desenvolvido ao longo dos anos, levando em conta a resistência, durabilidade e beleza do que é reaproveitado, trabalho que foge ao convencional e segue essa tendência mundial de sustentabilidade. Com o mesmo conceito e seguindo as diretrizes do Polo Joalheiro do Pará, que trabalha com o estímulo à inovação e sustentabilidade, outros profissionais do Programa têm desenvolvido esse tipo de pesquisa, como a designer Celeste Heitmann, que reaproveita filtro de café usado e azulejos de louças da família para compor joias e bolsas, o mestre ourives e pesquisador Paulo Tavares, criador das Gemas Vegetais e a empreendedora Mônica Matos, que produz as gemas. 

        Paloma Vale, Júlia Mendes e Graça Menezes. Foto: Ascom Igama

A consultora Márcia Croce tem mais de 25 anos de vivência profissional no setor joalheiro. Formada em Propaganda e Publicidade e pós-graduada em Fashion Marketing e Communication, a consultora é diretora da DGNG – Design Negócio, escritório de consultoria e marketing especializado em planejamento estratégico de marcas, design de joias, pesquisas de tendência de consumo e de comportamento, com foco no segmento joalheiro.

Mais informações sobre o Caderno Mix Design (SP) no Senai São Paulo: (19) 2113-6400 - Maysa Neves

Leia na Agência Pará de Notícias: Polo Joalheiro do Pará promoverá workshop para lançar coleção com novas tendências

Ascom Igama




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Pará deve receber mais de 80 mil turistas durante o Círio de Nazaré

Círio de Nazaré 2016 deve atrair turistas de vários estados brasileiros.
Foto: Rodolfo Oliveira - Agência Pará

Mais de 80 mil turistas e uma receita gerada de US$ 30,5 milhões. Estes são os números estimados para a edição deste ano do Círio de Nazaré, que foram apresentados pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) em parceria com o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (Dieese), na manhã desta quinta-feira (1º), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

“Os números são fundamentais para o planejamento, não somente para o setor público quanto para o privado. A partir do estudo desses números é possível traçar estratégias dentro da dinâmica da festividade e da evolução da competitividade do mercado. Isso parte de um trabalho maior que tem como objetivo fazer gradativamente desse Estado a obra-prima da Amazônia”, disse o secretário de Turismo, Adenauer Góes. “O Pará é privilegiado por ter um produto turístico como o Círio de Nazaré, que atende o segmento religioso, trazendo novos postos de trabalho, geração de renda e melhor qualidade de vida ao paraense”.

A apresentação feita pelo supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, e pelo coordenador de Estudos, Estatísticas e Pesquisas da Setur, Admilson Alcântara, mostrou que o Maranhão (15,7%), Ceará (13,6%), Rio de Janeiro (11,6%), Amazonas (9,4%) e Bahia (7,1%) são os principais mercados emissores de turistas para a capital paraense por ocasião do Círio. A pesquisa revelou também que a principal faixa etária é de 35 a 50 anos (31,1%), que o avião (58,3%) é o meio de transporte mais usado, e os visitantes ficam hospedados preferencialmente na casa de parentes (33,2%) e hotéis (32,2%), permanecendo em média 7,38 dias em Belém.

Atrativos 

"Somos o único Estado do país a ter uma pesquisa voltada ao segmento do turismo religioso com esta magnitude, de um ícone que é o Círio de Nazaré, com números consolidados e bastante consistentes", destacou Roberto Sena. A Basílica de Nazaré (26%), Estação das Docas (24,3%), Ver-o-Peso (20,7%), Mangal das Garças (9,3%) e Portal da Amazônia (3,5%) são os cinco locais mais visitados e procurados pelo turista durante a estadia na capital paraense para a festividade do Círio. Em seguida, figuraram na pesquisa o Museu de Arte Sacra, o Espaço São José Liberto (ESJL)/Polo Joalheiro do Pará, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Hangar Convenções e Feiras da Amazônia  


                         
O Espaço São José Liberto - Polo Joalheiro do Pará foi o sétimo local mais visitado na pesquisa. Na foto, o Jardim da Liberdade do ESJL: Ascom Igama

Além disso, os visitantes apontaram gastronomia, hospitalidade, pontos turísticos, religiosidade e cultura como os principais pontos positivos da cidade. 

Durante a divulgação da pesquisa, a Setur e a Capitania dos Portos apresentaram a bandeira de identificação das embarcações participantes do concurso de embarcações da Romaria Fluvial e também os adesivos que serão colocados nos jet-skis que acompanharem a procissão das águas.

Foi divulgada também a agenda de trabalho do Círio 2015, com as programações e ações das diversas instituições parceiras, como a Diretoria da Festa de Nazaré, Espaço São José Liberto, organização social Pará 2000, Pastoral do Turismo, secretarias de Estado de Cultura (Secult), de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Coordenadoria Municipal de Turismo de Belém (Belemtur) e Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), entre outros.

Por Israel Pegado


Ascom Igama




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